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Ciência
e Religião
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| O Nascimento da Ciência. Resumo: Face ao novo panorama iluminista na Europa, teólogos do século XVII ansiavam por uma confirmação das teorias religiosas, que vinham sendo tradicional e forçosamente aceitas há 1500 anos. Com essa finalidade, ajudaram a desenvolver uma nova ciência, utilizando um método de raciocínio mais apurado em busca da verdade divina. Porém, essa nova ciência não só não comprovou, mas também contestou vários dogmas centrais da igreja. |
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| Os teólogos tinham então, basicamente, duas opções: aceitar as novas evidências e destruir os alicercies que mantiveram a sociedade (e a igreja no poder absoluto) por mais de mil anos, ou então podiam ignorar as evidências, reafirmar que as escrituras foram reveladas por Deus (e portanto a mais pura fonte da verdade), e continuar como estava. O resultado foi a ruptura entre a velha religião e nova ciência. | |
| Apesar de tratarem de assuntos de mesma natureza, a ciência e religião diferem radicalmente quanto à forma de conhecimento, métodos e até à mentalidade: | |
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"A mentalidade religiosa
é totalmente oposta à científica, racional. É uma atitude que espera a resolução
milagrosa dos problemas, não indo às causas para se acabar com eles. Leva
à apatia, à fraqueza dos povos, já que tudo é resolvido fora da pessoa,
pelos deuses. Não contando também com os milhares de fanáticos e dogmáticos
cristãos que morrem e deixam morrer os seus filhos inocentes porque não
aceitam tratamento médico. Aliás, eles estão totalmente dentro da lógica
da religião, pois se tudo, incluso as doenças, foi criado por Deus, porquê
tratar-se no hospital, contrariando a vontade e os desígnios do Senhor?" (Cassy Beski) |
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Quando uma pessoa se diz pertencente a uma religião ou doutrina, implicitamente ela afirma concordar com os dogmas dessa doutrina. Não é possível a uma pessoa pertencer a uma religião ou doutrina e simultaneamente não aceitar como verdadeiros todos os dogmas estabelecidos. Como seria possível um budista não crer na reencarnação de Buda? Simplesmente não seria, então, um budista. Como pode um judeu não crer na veracidade do criacionismo ou um cristão na ressurreição de Cristo? Na religião, os dogmas são verdades absolutas reveladas pelo Ser Divino. Portanto não estão abertos a discussões. Os aspectos divergentes entre ciência e religião podem ser resumidos no dilema ceticismo versus crença. Analisando essa divergência notamos que o desacordo fundamental não são as conclusões, mas sim a maneira de chegar até ela. Quando praticamos ciência partimos de uma questão e através da razão, da lógica e de experimentos tentamos descobrir algo ou comprovar alguma coisa. O poder do conhecimento está na evidência e na razão, que são sujeitos a erros. Desse modo, a verdade é relativa e qualquer teoria sempre pode ser aperfeiçoada, modificada, e até mesmo excluída. Admitindo a sua imperfeição, a ciência progride e se afasta do dogmatismo. Tudo isso é analisado com ceticismo. Uma teoria que não passa por um exame cético dificilmente poderá ser verdadeira. Além disso, mesmo se confirmada a sua validade, não significa que serve como descrição definitiva de algum fenômeno ou então como explicação definitiva de uma questão. Os métodos de investigação religiosa são opostos aos da ciência, pois a religião já parte de uma conclusão. O poder do conhecimento agora é concedido a uma pessoa, um livro ou uma tradição que alega deter em seu poder uma verdade imutável, universal e eterna. Diante dessa conclusão que admitem ser a verdade, o que resta fazer é justificar sua arbitrariedade através da fé, esquivando-se da lógica, da razão, ou de qualquer coisa que torne inválida sua conclusão inicial. Além disso, ganham espaço aqui as autoridades. Diferentemente do que ocorre no meio científico, as autoridades religiosas, sejam elas entidades ou pessoas, são as responsáveis de defender essa suposta verdade com suas armas: o medo, a crença arbitrária e o irracionalismo. Na ciência não existem dogmas. O que há são conjuntos de leis e teorias consistentes com os fenômenos naturais. A comunidade científica, ao se dizer científica, implicitamente diz que aceita como "quase verdadeiros" os conhecimentos científicos. Isso significa que a ciência admite que suas leis e teorias podem conter erros e, portanto, são passíveis de serem rejeitadas ou aperfeiçadas no futuro. |
| Confira os textos seguintes relacionados ao tema em questão: | |||
| Caro Teólogo... (uma carta de Deus) | Um Dragão na Minha Garagem (uma analogia) | ||
| Por Que Eu Não Sou Cristão | Frases Sobre Ciência e Religião | |||
| A Linda História dos 2000 Anos de Cristianismo | Fé e Educação | |||
| "Se o cristianismo
tivesse razão em suas teses acerca de um Deus vingador, da pecaminosidade
universal, da predestinação e do perigo de uma danação
eterna, seria um indício de imbecilidade e falta de caráter
não se tornar padre, apóstolo ou eremita e trabalhar, com
temor e tremor, unicamente pela própria salvação; pois
seria absurdo perder assim o benefício eterno, em troca de comodidade
temporal. Supondo que se creia realmente nessas coisas, o cristão
comum é uma figura deplorável, um ser que não sabe
contar até três, e que, justamente por sua incapacidade mental,
não mereceria ser punido tão duramente quanto promete o cristianismo."
(Friedrich Nietzsche) |
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"Não
acredito que, medindo vantagens e desvantagens, a crença religiosa
tenha sido uma força a favor do bem. Embora esteja disposto a admitir
que em certas épocas e lugares produziu bons resultados, considero-a
pertencente à infância do raciocínio humano, e a uma
fase de desenvolvimento que já estamos superando." |
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"Eu
li a Bíblia de capa a capa. Chamar aquele livro de 'a palavra de
Deus' é um insulto a Deus. Chamar aquele livro de um guia moral
é uma afronta à decência e dignidade dos povos. Chamá-lo
de guia para a vida é fazer uma piada de nossa existência.
E pretender que ela seja a verdade absoluta é ridicularizar e subestimar
o intelecto humano." "Porque virá tempo
em que não suportarão
a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão
para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os
ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas." |
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"Não vejo nada que preste no cristianismo. O cristianismo é o sistema mais pervertido que o homem já adotou. Encontramos nas escrituras uma ignorância vulgar, coisas impossíveis, superstição, fanatismo e mentiras. O dia chegará em que a geração mística de Jesus pelo espirito santo no útero de uma virgem será comparado à geração de Minerva no cérebro de Júpiter. Milhões de inocentes, desde o começo do cristianismo, foram queimados, torturados, penalizados e presos; no entanto não avançamos nem um centímetro na direção da uniformidade. Qual foi o efeito da coerção? Tornar a metade do mundo hipócrita e a outra metade tolos. Apoiar o erro em toda a Terra. |
| Venho
examinando as superstições do mundo e não vejo nada que redima nossa superstição
(o cristianismo). Todas foram fundadas em fabulas e mitos. Se fazemos algo
de bom só pelo amor de Deus e uma crença que o agrada, então de onde vem
a moralidade do ateu? É tolice dizer que isso não existe. O Deus cristão
é o mesmo que os deuses de civilizações antigas. Ele é um monstro de três
cabeças cruel, vingativo e cheio de caprichos. Se quisermos saber mais sobre
este raivoso monstro de três cabeças só precisamos olhar para o tipo de
pessoas que dizem ser seus servos. Eles sempre pertencem a duas categorias:
Tolos e Hipócritas. " (Thomas Jefferson) |
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